terça-feira, 24 de junho de 2008 |
Memórias esquecidas
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 Como é boa essa sensação: resgatar uma memória que estava esquecida. Pode ser uma imagem, um cheiro, alguma coisa e de repente você se lembra de algo que não se lembrava há séculos.
E aí você se pergunta, como eu me perguntei ao lembrar da minha primeira locadora de games quando vi uma prateleira igual à que havia lá, mas em outra loja: como pode uma lembrança ficar guardada tantos anos e de repente, num clique, vir à tona!?
E logo depois vem o desespero: quantas lembranças, quantas memórias existem no meu cérebro e eu, por não sentir nenhum cheiro nem ver qualquer coisa para resgatá-las, ficarão aprisionadas lá para sempre? O que foi que eu vivi que não consigo lembrar (e que, portanto, não vivi)?
Tento, tento, mas não lembro. |
postado por Bruno Altieri às 20:18 | Link para esse post
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quarta-feira, 18 de junho de 2008 |
Bulimia Materialista
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 Li num livro essa expressão. Bulimia materialista. Interessante analogia, não? Parei para pensar.
Bulimia, em resumo, é uma doença em que a pessoa come, come, come, mas não consegue conviver com o fato de que comeu e vomita. Força e vomita. Assim somos nós, materialistas.
Queremos porque queremos ter as coisas, mas quando as temos, nos perguntamos por que compramos e não damos mais a menor bola. Vomitamos as coisas que comemos, ou melhor, consumimos.
Conclusão que eu tirei no ônibus, lendo livro: A bulimia não é uma coisa legal, todo mundo sabe. Mas o que pouca gente se dá conta é que quando o nosso materialismo chega a ser como uma bulimia (ou seja, quando compramos sem nos darmos conta e depois vomitamos), ele também não é nada agradável... |
postado por Bruno Altieri às 20:38 | Link para esse post
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segunda-feira, 16 de junho de 2008 |
O mundo é dos espertos
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 Li uma matéria no G1 que dizia: "Motoristas usam boneca inflável para escapar de multa". O título me chamou a atenção e logo li que se tratava de uma esperteza mas não no Brasil, e sim na Nova Zelândia.
Lá, algumas faixas de trânsito são exclusivas para carros com três ou mais passageiros. Para burlar essa lei, motoristas usam bonecos, cachorros e até pagam estudantes para dar uma volta de carro. Quem faz isso é o famoso "esperto", muito conhecido por nós aqui no Brasil, mas tá aí a prova de que ele existe em qualquer lugar do mundo - até do outro lado dele, como na Nova Zelândia.
Se existe uma lei, existe sempre uma maneira (criativa) de contorná-la. Infelizmente, essa é a realidade. |
postado por Bruno Altieri às 00:01 | Link para esse post
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quinta-feira, 12 de junho de 2008 |
Xuxa no sinal
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 Estava eu parado de carro em um sinal em Copacabana, já me preparando para recusar os inúmeros pedidos de garotos de rua para limpar o meu vidro.
Acho que o meu pára-brisa é o mais sujo do Rio de Janeiro, porque sempre vem alguém jogar água sem dar tempo de dizer não. Podem ter outros carros, mas eles sempre me escolhem.
Enfim, nesse dia foi diferente. Nenhum limpador, nenhum vendedor de Suflair, nenhum malabarista urbano. O que havia era um cara, todo vestido de Xuxa, peruca loira e tudo, fazendo as coreografias como uma paquita. A cena beirava o ridículo, mas sem dúvida inusitada. TODOS os carros olhando.
Resumindo: dei uns centavos. E percebi que todos deram também (ou pelo menos a maioria). Teve até um que buzinou, chamou e deu um real.
Prova de que ousar, ser diferente, inusitado pode parecer muito estranho de início - mas pode dar muito mais resultado do que o que já está batido (e muito mais dinheiro). |
postado por Bruno Altieri às 06:53 | Link para esse post
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